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Lockdown Funciona?  (11/05/2020)

 

Por que os números médios podem não cair no lockdown gerando a falsa impressão que não funciona? 

Por que a quantidade de casos ativos é tao alta e descontrolada que precisam mais de 6 semanas pra cairem. Lembrando que as 3 semanas seguintes são geradas antes do dia de hj, ou seja, não temos como baixar.

 

Em lockdowns muito fortes a redução é de no máximo 50-60% por semana após a 4a semana de início. Isso leva a um efeito muito retardado de redução. Por isso maioria dos países se fechou por 2 meses. 

Uma média simples não capta todo este processo, gerando interpretação errada. 

 

Exemplo numérico:

Hoje - 100 casos diários (capacidade hospitar) (início do lockdown)

Semana 1 - 180 casos
Semana 2 - 320 casos
Semana 3 - 580 casos (5x a capacidade!) 

Início do efeito de redução (reducao 50%)
Semana 4 - 290 casos
Semana 5 - 145 casos
Semana 6 - 72 casos (abaixo da capacidade) 

Média Semanal=265 casos.

 

Veja que a média é muito maior do que no início do lockdown! Aí olham a média e dizem: Lockdown não funciona! O que não procede. Se o objetivo é controlar as mortes e a doença fugiu de controle, o lockdown deve começar o mais rápido possível!! Por isso não se deve aumentar demais a circulação, por que fatalmente se cai em lockdown, aí ninguém trabalha.

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Colapso Sistema de Transporte Coletivo de Porto Alegre e do Brasil (06/05/2020)

 

Nesta pandemia de Covid-19 Porto Alegre está chegando no colapso financeiro de seu sistema de transporte coletivo, e a metamorfose vai acelerar. Esse problema já ia ocorrer logo.

 

Começa-se a falar em mudança contratual e aí chegamos no nervo. Só que as mudanças propostas, exceto o escalonamento de demanda, pioram a situação (não renovar frota, tirar ar-condicionado, etc). São ações que distanciam os clientes do negócio. São o verdadeiro Covid dos sistemas, ou a pá de cal.

 

O que vem acabando com o transporte no Brasil é a remuneração por custos. A tarifa atual nada mais é do que tarifa=custos. É o único setor que para ganhar mais aumentam-se custos. Para uma empresa de qq setor ganhar mais ela tem dois caminhos, aumentar receita (demanda) ou reduzir custos. Não aumentá-los! Isso funcionava bem nos anos 80 quando a demanda era muito alta e a tarifa baixa (ver quadro).

 

Se vão mexer nos contratos é hora de mexer no modelo. Remunerar pelo lucro, incentivar a competição, aumento de produtividade e redução de tarifas! Teremos vida longa aos sistemas e atração de profissionais e investidores!

 

http://diariogaucho.clicrbs.com.br/rs/dia-a-dia/noticia/2020/05/crise-no-transporte-pode-fazer-eptc-mudar-licitacao-dos-onibus-da-capital-12520035.html

 

 

 

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Modelagem Teórica do Covid-19 e Modelagem Real (03/05/2020)

 

Este modelo teórico do link (SEIRV) é o mais completo para explicação da evolução da epidemia de Covid-19. O problema dos modelos teóricos é a obtenção prática dos coeficientes reais de cálculo. O que geram erros grandes de previsão.

 

Minha professora de Cálculo 1 Maria Fernanda na Engenharia da UFRGS dizia: uma função é como uma máquina de suco de laranja, uma laranja podre e estraga o suco". Imaginem várias laranjas estragadas, ainda maior o erro.

 

Desenvolvi um modelo matemático com dados reais e boa acurácia na previsão dos casos para períodos seguintes (semanas). É possível antecipar o comportamento real da epidemia para tomada de decisão. É possível também simular longos períodos, testando cenários com resultados em ocupação hospitalar, casos, mortes, e prejuízos econômicos de cada caso. Gostou? Entre em contato.

 

https://www.if.ufrgs.br/novocref/?contact-pergunta=a-pandemia-do-coronavirus-e-a-modelagem-matematica 

 

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Pico da Epidemia e Comportamento Evolutivo dos Casos (02/05/20)

 

Vejo as pessoas perguntando quando será o pico da epidemia em cada local. Uma coisa é calcular um colapso (limite hospitalar) ou um próximo colapso seguinte, isso é possível determinar. O pico é impossível saber quando o percentual de imunes é pequeno, ele depende da circulação das pessoas. Se as pessoas continuarem circulando em altos percentuais esse pico vai crescendo sem parar após qq etapa de quarentena. 

A figura mostra retratos da epidemia nos EUA durante a gripe espanhola. As reduções de pico (vales) somente aconteceram devido a fortes quarentenas (lockdows). 

Nosso atual estágio de imunidade de rebanho é inferior a 0,5%, portanto faltam aproximadamente 60% (2/3) das pessoas terem contato com o vírus para imunidade de rebanho, sem a ausência de uma vacina. Se as pessoas continuarem circulando a escalada exponencial de casos continua por boas semanas ou meses, exceto se houver redução drástica de circulação até 30% (70% de quarentena). Por que 30%? Por que a taxa de reproducao é próxima de 3 (1 pessoa transmite a mais três). A doença somente regride quando um infectado passa para somente uma outra pessoa ou menos, neste caso 33% do montante. Portanto, locais como Manaus, Maranhão, SP, RJ, SC só vão regredir com redução drástica de circulação. É fantasioso achar que cairão os casos de outra maneira.

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Funcionamento do Covid-19 e Planos de Ação para Abertura da Economia (23/04/2020)

 

Diversos governos estaduais e municipais estão montando planos de ação para retomada gradativa das atividades durante a pandemia de Covid-19. Contudo, TODOS eles consideram dados de hoje (atuais) para tomada de decisão, e esse é o grande erro que enganou muitos países e governos até agora. Como existe um tempo entre a transmissão da doença e o aparecimento de sintomas graves (testes), a situação real é sempre adiantada (2 ou 3 semanas) em relação aos dados atuais (ver Figura). Para saber a situação real hoje não é simples, é preciso uma modelagem matemática dinâmica mais elaborada com parâmetros reais do período anterior desconhecido de contágio.

 

O Plano do RS apresentado nesta semana apresentou uma das melhores ferramentas, com controle regional, por setores econômicos e graduações de risco. Contudo, considera os dados de hoje como parâmetro de decisão. Os demais planos que vejo no Brasil ou no Exterior usam a mesma lógica, e por isso cometerão novamente erros graves. No caso do RS como a curva está muito achatada, existe uma margem de semanas de folga para circulação maior na rua, o que vai dar a falsa ideia de que o critério é adequado e não é. É preciso corrigir esta questão.

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Modelagem Matemática e Abertura da Economia (22/04/2020)

 

Quem acompanha minhas postagens sabe que defendo o controle da mobilidade por setor produtivo como ferramenta para abertura econômica e gerenciamento da ocupação hospitalar nesta pandemia de Covid-19. É preciso decidir com base em análises de projeção (modelos matemáticos) da doença, não com dados da data atual (casos, mortes, ocupação hospitalar, etc) como TODOS os planos estão fazendo.

 

Existem basicamente dois tipos de modelos de projeção:

 

1-Modelos baseados em curvas conhecidas de maior extensão/conhecimento. Como baseadas na Italia, França etc conforme vejo em diversas apresentações. E por isso erram, por que o comportamento das curvas são diferentes (comportamento local do vírus e da demografia, ambiente, etc) e muito mutantes, conforme o grau de circulação das pessoas permitido/realizado.

 

2-Existem modelos dinâmicos montados com os próprios dados evolutivos locais. Dados exponenciais (o que complica a compreensão e modelagem) usando variáveis explicativas do local no mesmo período. Neste caso com um complicador que é a projeção temporal de casos, já que temos controle somente depois de 2-3 semanas adiante da atual data.

 

O segundo é mais acertivo, pois seus parâmetros de crescimento são os locais, reduzindo muito o erro.

 

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Abertura da Economia e as Armadilhas do Covid-19 (21/04/2020)

 

Precisamos gradualmente abrir a economia.  Estou vendo isso acontecer agora em diversos locais de forma empírica e começo a ficar preocupado, inclusive onde já está grave como SP. Estou fazendo simulações matemáticas diariamente o que acaba aumentando a compreensão, usei modelagem dinâmica/multiperiodo na minha tese de Doutorado tb. Essa é uma doença que o resultado do contágio se dá duas/três semanas depois. Ou seja, vendo o cenário hj o destino dela já está traçado para as próximas duas ou três semanas independentemente do que fizermos hj. Nossa ação hj vai dar resultado depois do dia 05/05. 

 

Um exemplo hipotético:

Hoje os novos casos diários em POA são 30-38 casos. Existem duas semanas pra trás onde o % de pessoas circulando/quarentena e o número de casos são desconhecidos hj. Se 10 dias atrás ocorreu 70% de circulação vai resultar em 80 casos diários uma semana pra frente. E se foi 70% de circulação uma semana atrás daqui duas semanas vai a 150 casos, e todo esse resultado eu desconheço até agora. Aí eu olho os 38 casos de hj, as UTIs com vagas livres, acho ok e resolvo abrir a 100% de circulação. Daqui a três semanas eu estou em 300 casos, no colapso. Isso vem enganando muitos países e governos. 

 

É possível entender a gravidade de uma ação com base em dados de hj sem as previsões de comportamento das duas semanas anteriores? E isso se faz de forma matemática. É complicado, mas é possível. E no meu ponto de vista a melhor solução para o Brasil, já que não teremos testagem em massa para todos e rastreamento de casos individuais. Assim controlamos a disseminação respeitando o limite hospitalar e liberando o trabalho na medida certa até que tenhamos uma vacina ou a imunidade de rebanho. 

 

 

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Boletim Covid-19 até 19/04 (Dom) (Mortes/100mil hab):

 

*Obs. O início do ciclo é onde o índice de mortes/100mil é igual/próximo para todos.

 

O RS está 5 dias atrás do Brasil no ciclo, 1 dia de SC, 8 dias de SP e RJ, 15 dias dos EUA e 32 dias da Itália. Linha Amarela: indicador de mortos/100mil hab do RS é metade do índice de SC, 1/5 de SP e 1/3 da média nacional. Linha Vermelha: o índice do Brasil atualmente está 1/4 do índice dos EUA. Linha Cinza: O índice do RJ passou 10% o de SP. O índice de SP (estado com mais mortes) é 21x menor do que o índice de NY State. Linha Azul: NY State está 12% acima da Lombardia no mesmo período de ciclo. Ambos resultados de quarentenas tardias. O isolamento está dando resultado, fique em casa! RJ e SP em alerta, SC é preciso controlar mais a circulação, RS com possibilidade de aumentar pouco a circulação por 1 ou 2 semanas, mas com cautela.

 

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Controle da Mobilidade e Retomada da Economia (16/04/2020)

 

Segue no link estudo consistente de Harvard sobre chance do prolongamento do distanciamento social por até 2 anos. Não se sabe se há tempo para a vacina e se essa vacina vai garantir imunidade por mais tempo. Se preparem pra viver no "modo distanciamento", creio que não como agora, mas com restrições. A curva de crescimento de casos de Coronavírus de boa parte dos estados brasileiros, inclusive o RS, continua "achatada". Exceto alguns estados mais agressivos (SP, AM, MA, CE, PE).

 

Portanto, vamos ter que fazer um plano de médio/longo prazo para colocar a população em contato com esse vírus com maior segurança sem ultrapassar a capacidade de atendimento dos hospitais. É preciso criar uma curva de % de quarentena (% de atividades liberadas) x números de novos casos/ocupação de leitos. Tenho simulado numericamente essas análises, são avançadas, mas possíveis com certeza. EUA está fazendo isso, veja nos comentários.

 

Ou seja, um "Controle da Mobilidade", o oposto que fazemos hj na área de transportes. Ao invés de mobilidade depois pesquisa. É pesquisa depois mobilidade.

 

hashtag#quarentena hashtag#economia hashtag#coronavirus hashtag#mobilitycontrol

 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/04/quais-sao-as-conclusoes-do-estudo-de-harvard-prevendo-medidas-de-distanciamento-ate-2022-ck91snikf009l014q3zgi3w6i.html

 

 

 

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NOVA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL E OS DESAFIOS DO SETOR DE TRANSPORTES (09/04/2020)

 

Muitos lembram da famosa crise de 1929 do colégio. A atual será a Nova Grande Depressão Econômica de 2020, uma das maiores crises econômicas da história da humanidade. Será estudada por nossos netos na escola se ainda existirem até lá. Aqui no Brasil estamos a recém entrando mais profundamente na disseminação do Coronavírus, o que China, Ásia, Europa e EUA passam semanas/quinzenas na nossa frente.

 

Muitos se perguntam: Como um vírus com letalidade menor do que 1% pode gerar um estrago tão grande? E é fato, não temos como evitar as suas consequências, negar isso é perder mais do precioso tempo de tomar importantes e rápidas providências. Para se ter uma ideia a crise de 1929 teve reflexos de 10 anos na economia. Se você acha que os negócios voltarão ao normal em 1 ou 2 anos, lamento dizer, mas estás enganado. Teremos este ano no Brasil um PIB negativo na faixa de -5% a -10%, e esse comportamento será geral pelo mundo. Se tínhamos (com muito esforço) um PIB de 1%, precisamos de 8 ou 10 anos pra voltar ao patamar anterior.

 

Alguns setores merecem atenção especial são os setores automobilístico, de transporte e energia (ver gráfico abaixo). Justamente os quais eu trabalho. Os esforços recentes no desenvolvimento de tecnologias de mobilidade elétrica, veículos autônomos e energia limpas infelizmente ou felizmente vão dar um longo passo para trás. O nosso desafio agora é aprender (e muito rápido) a pular para frente, entender o impacto e funcionamento dessa mudança e avançar com vigor em novos modelos de remuneração, tarifa, trabalho, tecnologias e desenvolvimento. Estou há uma semana angustiado tentando achar artigos e publicações que me guiem a alguma nova pista de como fazer isso. E não encontro, por que não se têm a resposta para essa metamorfose. Será a nossa lição/missão de casa nessa quarentena. Convido aos que tiverem uma luz de como fazer isso que compartilhem. Boa sorte! 

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BOLETIM EVOLUÇÃO CORONAVÍRUS (05/04/2020)

 

Trabalho há 20 anos com indicadores (UFRGS/consultoria). Estou acompanhando os dados do Coronavírus. Desde o início me chamou atenção que as análises divulgadas não são adequadas, pois comparam dados brutos e/ou de cronologias de ciclo diferentes. Ex. 50 casos para a Itália com 60MM de hab é uma coisa, para EUA com 325MM é outra. Portanto, comecei a fazer minha própria análise abaixo. O início do ciclo é onde o índice de mortes/100mil é igual/próximo pra todos. É possível algumas constatações: O RS está 5 dias atrás do Brasil no ciclo, 8 dias de SP, 15 dias dos EUA e 32 dias da Itália. A Itália alcançou o pico no dia 27/03 (até agora). Linha amarela: indicador de mortos/100mil hab do RS está metade de SP, pouco abaixo da média nacional. Linha vermelha: o índice do Brasil atualmente está 70% do indice dos EUA. Linha cinza: o indice de SP (estado mais adiantado) é 1/5 do indice de NY State e Lombardia. Linha azul: NY State está 25% acima da Lombardia no mesmo período de ciclo. Resultado de quarentenas tardias. Espero ter ajudado a mostrar a atual situação e gravidade do problema. Estamos só no início do ciclo, portanto fique em casa!

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FLUXOGRAMA DE ENFRENTAMENTO EMPRESARIAL AO CORONAVÍRUS (23/03/2020)

 

Segue um fluxograma simples para ajudar na elaboração de sua estratégia empresarial de enfrentamento da quarentena imposta pelo Coronavírus. O objetivo não é dar uma resposta certeira sobre a questão, mas ajudar a pensar saídas e soluções de forma a manter vivas as empresas, negócios e empregos, estimulando a modernização futura.

 

A SOUSADG é uma empresa brasileira com viés científico de engenharia com sede em Porto Alegre-RS de 5 anos com 20 anos de experiência nas Áreas de Transportes, Logística e Gestão. Focamos em simulações, previsões numéricas, modelagens matemáticas, otimizações e novas tecnologias e treinamento. Nossas ações objetivam reduções de custos, aumento de eficiência e de lucratividade.

 

Esperamos que tenham gostado, para mais informações entre em contato.

 

 

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Análise sobre os Dados Reais de Corona Vírus e a Previsão de Leitos no Brasil (18/03/2020)

 

Em tempos de Corona Virus é preciso manter a calma. Qual uma forma científica de tentar fazer isso? Analisando os dados de casos e mortes dos diversos países e acompanhando sua evolução. Não sou epidemiologista, mas trabalho com dados e estatísticas. 

 

Neste momento temos 394 casos oficiais no Brasil e 3 mortes. Mas já estão aparecendo estudos sugerindo dados muito maiores do que os casos oficiais, o que é provável. No Brasil sugere-se dados até 10 vezes maior (https://www.google.com/amp/s/gauchazh.clicrbs.com.br/saude/amp/2020/03/especialistas-questionam-metodo-de-contagem-do-coronavirus-no-brasil-e-temem-numero-muito-maior-de-doentes-ck7wbvwok05b101oap98pomhz.html)

 

Mas vamos aos cálculos. O tempo médio desde a contração até a morte é de 17 dias. O vírus dobra seus casos em média a cada 6 dias. Ou seja, em 6 dias dobra, em 12 quadruplica, em 17 é aproximadamente 8 vezes maior. Nos países com sistema de saúde mais eficiente como Japão e Singapura o índice de óbitos é de aproximadamente 1% (100 casos para uma morte). Nos países com sistema de saúde ruim ou providência tardia como Itália e Irã é de 4% (25 casos para cada morte). 

 

Portanto, uma morte hj representa 25 x  8 = 200 casos em países com saúde ruim ou providência tardia, ou 100 x 8 =800 casos em países com sistema de saúde eficiente. 

 

Se hoje no Brasil possuímos 3 mortes, provavelmente temos 3 x 500 (sistema de saúde intermediário) = 1500 casos reais. Se 5% precisa de tratamento hospitalar intensivo isso representa 75 leitos.

 

Já na Italia são 2978 mortes x 200 = 595mil casos, ou seja, 0,99% da população italiana de 60 Milhões de pessoas. São necessários 29mil leitos intensivos hospitalares! Eu vi ontem uma simulação do governo do RS com cenários moderados e também semelhantes ao da Itália, sugerindo 217 leitos intensivos. Está totalmente errado, pois a população do RS é 1/6 a da Itália, portanto precisaria 1/6 desses 29 mil leitos. A situação é realmente delicada. 

 

Por isso as ações de distanciamento social são tão importantes agora de forma a reduzir os casos nessa expansão inicial do vírus. É preciso reduzir as atividades laborais, somente mantendo as tarefas básicas e de abastecimento. E o sistema de transporte público básico funcionando!!

 

Gostou? Acompanhe nosso site. Trabalhamos com previsões e simulações númericas, especialmente de transportes de passageiros e de cargas.

 

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Artigo sobre o Futuro do Transporte de Porto Alegre publicado no Jornal do Comércio de 16/03/2020.

 

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/03/729348-futuro-do-transporte-de-porto-alegre.html

Artigo sobre Ciclovias Publicado no Jornal do Comércio de 18/02/2020.

 

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/02/725545-ciclovias-sao-importantes-nos-locais-certos.html

 

 

Sobre a proposta de unificação do Sistema Urbano e Metropolitano de Ônibus da Grande Porto Alegre (14/02/2020)

 

Vou contar uma historinha... Em 2006 quando se estava desenvolvendo a bilhetagem eletrônica de Porto Alegre (Cartão TRI) eu era Assessor Técnico do Secretário Municipal de Mobilidade de POA e fui um dos técnicos da EPTC durante o projeto. As reuniões iniciaram em Março de 2006 com EPTC, Metroplan, Trensurb, e ATM. A ideia era se fazer um cartão único de forma a criar o muito falado sistema metropolitano integrado. O objetivo era unificar os sistemas, de forma a racionalizar suas operações. Dois meses depois, o pessoal da ATM e Metroplan pararam de comparecer às reuniões que aconteciam no Campus da PUCRS. Eu vi com meus próprios olhos a pergunta de todos: "Onde estão os técnicos e empresários da ATM e Metroplan?". 4 meses após o início do projeto TRI apareceu a solução pronta TEU (Cartão do Sistema Metropolitano). O pessoal do sistema metropolitano, por sua conta e risco  compra um "produto de prateleira" e lança antes do TRI seu sistema próprio, acabando com o plano de sistema único de bilhetagem da GPOA. Em seguida o Trensurb fez o mesmo e criou o Cartão SIM, os três sistemas continuaram órfãos e concorrentes.

 

Esses dias vi com ótimos olhos a notícia dos planos de unir novamente os sistemas. Só que agora vi essa notícia abaixo, e percebi que querem unificar os cartões, mantendo linhas paralelas e ônibus vazios de ambos sistemas. Isso não resolve nada, e para completar o governo municipal de POA continuou insistindo com seu projeto forçado de redução tarifária, sem os estudos necessários. O que também não foi aceito pelos municípios da Grande POA. Ou seja, assim não vamos sair do buraco e todos morrerão abraçados. É necessário unificar os sistemas fazendo integrações, reduzindo viagens e tarifas. Os usuários do sistema metropolitano ao chegar em POA devem descer dos veículos e integrar no sistema de POA, pagando a mesma ou menor tarifa. Isso permitirá usar melhor a capacidade dos veículos de POA (reduzindo suas tarifas), e reduzir quilometragem e frotas do sistema metropolitano que pode reduzir custos e aumentar sua lucratividade. Ou seja, otimizar recursos de transporte!! Aí sim os benefícios serão para todos, para os usuários, para o trânsito da Grande POA, para a poluição, ruídos, etc, etc. É preciso unir forças, estudar bem antes e fazer as medidas com precisão. Essa unificação sim, seria de grande impacto no valor das tarifas e na sustentabilidade dos sistemas! Lembrando do ditado: "Não existe solução simples para problemas complexos".

 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2020/02/metroplan-sugere-unificacao-do-transporte-publico-na-regiao-metropolitana-ck6ld4ldw0j0n01qdtf8kfppx.html

 

 

Comentário sobre o Editorial do Jornal do Comércio Tratando sobre a Proposta de Pedágio Urbano de Porto Alegre 05/02/2020

 

Devido ao pedido de aumento de tarifas de ônibus de Porto Alegre a Prefeitura propôs medidas urgentes para evitar o aumento ou baixar a tarifas. Essas propostas inicialmente foram negadas pelos Vereadores.

 

Entre as medidas estava o pedágio urbano e passe livre para Vale Transporte.

 

Não sou contra os pedágios urbanos, mas devem ser implementados quando não há mais soluções antes.  Em Porto Alegre há muito mais o que realizar antes, como restrições aos isentos (retirar o máximo deles dos onibus lotados do pico), reestudo das linhas, racionalização do sistema (remoção de viagens vazias), tarifas promocionais fora do pico, incentivar empresas a operarem em horários distintos, unificação com o transporte metropolitano, etc, etc.

 

Quanto ao vale livre para trabalhadores, essa medida é a que teria o maior impacto no custo da tarifa. Contudo, houve um equívoco grande no cálculo que descosiderou o aumento de custos (devido ao aumento da oferta de onibus) no período de pico pela demanda dobrada de VTs, onde os ônibus já estão lotados. Para atender esta nova demanda de passe livre no pico seria preciso aumentar a frota e tripulações, portanto poderia até piorar a situação financeira da sistema, já que aumentaria a quantidade de frotas e tripulações ociosas fora de pico. É preciso fazer as pesquisas antes, para não se tomar a decisão errada. 

 

Fala-se no artigo sobre Londres antes  do pedágio urbano que a velocidade média era de 14km/h, em Porto Alegre já existem velocidades médias menores do que estas em nossos corredores de ônibus!! Há muito o que fazer!!

 

Também nunca fui a favor dos aplicativos em Porto Alegre. Contudo, ao contrário de outras cidades, a maior parte dos usuários de aplicativos aqui não vieram dos ônibus, e sim dos automóveis. E por incrível que pareça, acredito que possam ter ajudado a melhorar o trânsito, já que retiraram muitos veículos privados do sistema. E querem cobrar pedágio e taxas adicionais deles por aqui. Um dos grandes problemas é que se regulamentaram os aplicativos, contudo não possuem dados oficiais de motoristas, viagens, tarifas, extensões e etc. Esses dados são essenciais para tomar as decisões corretas.

 

Conclusão: É preciso estudar com profundidade esses dados antes de tomar qualquer decisão. Não existem soluções fáceis para problemas difíceis, a questão é muito mais difícil de resolver do que uma simples nova lei.

 

 

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/01/723475-pedagio-urbano-como-solucao-para-congestionamentos.html

 

 

 

 

Associação da SOUSA DG ao Instituto E-24 Mobility Lab, 03/02/2020

 

A Sousa DG se associou na última semana ao E-24 Mobility Lab (https://www.electric24.com.br/mobility-lab), Instituto de Inovação de Startups ligadas à Mobilidade e energias limpas.

 

Segue a reportagem completa: https://www.baguete.com.br/noticias/03/02/2020/e-24-mobility-lab-busca-startups

 

 

 

 

 

Futuro da Mobilidade Elétrica, 01/02/2020

 

Fala-se em nova mobilidade de curto prazo baseada em veículos elétricos. Contudo, os carros elétricos em plataformas convencionais possuem 50% a mais de peso e pequena autonomia, além dos custos que chegam a ultrapassar R$100mil. Apesar dos pesados investimentos em baterias mais leves e baratas, o sucesso das ações são freados pelas leis da física e da química limitados pelas propriedades dos metais e fluídos químicos. Vejo boa oportunidade para veículos com biocombustíveis e mobilidade elétrica em veículos pequenos e de baixa velocidade, como tem acontecido fortemente na China, com veículos de baixo custo (ver video abaixo):

 

https://m.youtube.com/watch?v=kILXXaqspcI&feature=youtu.be

 

Já aqui no Brasil, temos nossos Elons Musks tupinikins e exemplos de como é o incentivo e apoio a eles, como neste caso de Lajeado onde o criador de veículo elétrico nacional pequeno foi autuado por ter estacionado transversalmente à calçada ocupando menor espaço nas ruas. É preciso rever a legislação e incentivar a produção brasileira!!

 

https://www.google.com/amp/s/gauchazh.clicrbs.com.br/geral/amp/2014/04/motorista-de-carro-eletrico-e-multado-por-estacionar-de-frente-em-vaga-paralela-4463207.html

 

 

 

 

 

 

Sobre a Composição de Usuários dos Aplicativos em Porto Alegre, 30/01/2020

 

Essa pesquisa de amostragem nacional que conclui que 60% dos usuários de aplicativos de transporte vieram do transporte público não condiz com o perfil de Porto Alegre. Em Porto Alegre esse percentual é bem menor. Observa-se que as maiores amostras da pesquisa vieram de cidades como Sao Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia onde o transporte público é ruim, portanto muitos migraram para os aplicativos nestes locais. Em Porto Alegre a maior parte dos usuários vieram do automóvel. A conta não bateria, 60% da demanda de aplicativos em POA é muito maior do que a perda de passageiros do sistema no período de funcionamento dos aplicativos.

 

https://diariodotransporte.com.br/2020/01/30/mais-de-60-dos-usuarios-dos-aplicativos-vieram-do-transporte-publico-e-preco-esta-entre-os-principais-motivos-da-troca/