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Artigo sobre Ciclovias Publicado no Jornal do Comércio de 18/02/2020.

 

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/02/725545-ciclovias-sao-importantes-nos-locais-certos.html

 

 

Sobre a proposta de unificação do Sistema Urbano e Metropolitano de Ônibus da Grande Porto Alegre (14/02/2020)

 

Vou contar uma historinha... Em 2006 quando se estava desenvolvendo a bilhetagem eletrônica de Porto Alegre (Cartão TRI) eu era Assessor Técnico do Secretário Municipal de Mobilidade de POA e fui um dos técnicos da EPTC durante o projeto. As reuniões iniciaram em Março de 2006 com EPTC, Metroplan, Trensurb, e ATM. A ideia era se fazer um cartão único de forma a criar o muito falado sistema metropolitano integrado. O objetivo era unificar os sistemas, de forma a racionalizar suas operações. Dois meses depois, o pessoal da ATM e Metroplan pararam de comparecer às reuniões que aconteciam no Campus da PUCRS. Eu vi com meus próprios olhos a pergunta de todos: "Onde estão os técnicos e empresários da ATM e Metroplan?". 4 meses após o início do projeto TRI apareceu a solução pronta TEU (Cartão do Sistema Metropolitano). O pessoal do sistema metropolitano, por sua conta e risco  compra um "produto de prateleira" e lança antes do TRI seu sistema próprio, acabando com o plano de sistema único de bilhetagem da GPOA. Em seguida o Trensurb fez o mesmo e criou o Cartão SIM, os três sistemas continuaram órfãos e concorrentes.

 

Esses dias vi com ótimos olhos a notícia dos planos de unir novamente os sistemas. Só que agora vi essa notícia abaixo, e percebi que querem unificar os cartões, mantendo linhas paralelas e ônibus vazios de ambos sistemas. Isso não resolve nada, e para completar o governo municipal de POA continuou insistindo com seu projeto forçado de redução tarifária, sem os estudos necessários. O que também não foi aceito pelos municípios da Grande POA. Ou seja, assim não vamos sair do buraco e todos morrerão abraçados. É necessário unificar os sistemas fazendo integrações, reduzindo viagens e tarifas. Os usuários do sistema metropolitano ao chegar em POA devem descer dos veículos e integrar no sistema de POA, pagando a mesma ou menor tarifa. Isso permitirá usar melhor a capacidade dos veículos de POA (reduzindo suas tarifas), e reduzir quilometragem e frotas do sistema metropolitano que pode reduzir custos e aumentar sua lucratividade. Ou seja, otimizar recursos de transporte!! Aí sim os benefícios serão para todos, para os usuários, para o trânsito da Grande POA, para a poluição, ruídos, etc, etc. É preciso unir forças, estudar bem antes e fazer as medidas com precisão. Essa unificação sim, seria de grande impacto no valor das tarifas e na sustentabilidade dos sistemas! Lembrando do ditado: "Não existe solução simples para problemas complexos".

 

https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2020/02/metroplan-sugere-unificacao-do-transporte-publico-na-regiao-metropolitana-ck6ld4ldw0j0n01qdtf8kfppx.html

 

 

Comentário sobre o Editorial do Jornal do Comércio Tratando sobre a Proposta de Pedágio Urbano de Porto Alegre 05/02/2020

 

Devido ao pedido de aumento de tarifas de ônibus de Porto Alegre a Prefeitura propôs medidas urgentes para evitar o aumento ou baixar a tarifas. Essas propostas inicialmente foram negadas pelos Vereadores.

 

Entre as medidas estava o pedágio urbano e passe livre para Vale Transporte.

 

Não sou contra os pedágios urbanos, mas devem ser implementados quando não há mais soluções antes.  Em Porto Alegre há muito mais o que realizar antes, como restrições aos isentos (retirar o máximo deles dos onibus lotados do pico), reestudo das linhas, racionalização do sistema (remoção de viagens vazias), tarifas promocionais fora do pico, incentivar empresas a operarem em horários distintos, unificação com o transporte metropolitano, etc, etc.

 

Quanto ao vale livre para trabalhadores, essa medida é a que teria o maior impacto no custo da tarifa. Contudo, houve um equívoco grande no cálculo que descosiderou o aumento de custos (devido ao aumento da oferta de onibus) no período de pico pela demanda dobrada de VTs, onde os ônibus já estão lotados. Para atender esta nova demanda de passe livre no pico seria preciso aumentar a frota e tripulações, portanto poderia até piorar a situação financeira da sistema, já que aumentaria a quantidade de frotas e tripulações ociosas fora de pico. É preciso fazer as pesquisas antes, para não se tomar a decisão errada. 

 

Fala-se no artigo sobre Londres antes  do pedágio urbano que a velocidade média era de 14km/h, em Porto Alegre já existem velocidades médias menores do que estas em nossos corredores de ônibus!! Há muito o que fazer!!

 

Também nunca fui a favor dos aplicativos em Porto Alegre. Contudo, ao contrário de outras cidades, a maior parte dos usuários de aplicativos aqui não vieram dos ônibus, e sim dos automóveis. E por incrível que pareça, acredito que possam ter ajudado a melhorar o trânsito, já que retiraram muitos veículos privados do sistema. E querem cobrar pedágio e taxas adicionais deles por aqui. Um dos grandes problemas é que se regulamentaram os aplicativos, contudo não possuem dados oficiais de motoristas, viagens, tarifas, extensões e etc. Esses dados são essenciais para tomar as decisões corretas.

 

Conclusão: É preciso estudar com profundidade esses dados antes de tomar qualquer decisão. Não existem soluções fáceis para problemas difíceis, a questão é muito mais difícil de resolver do que uma simples nova lei.

 

 

https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2020/01/723475-pedagio-urbano-como-solucao-para-congestionamentos.html

 

 

 

 

Associação da SOUSA DG ao Instituto E-24 Mobility Lab, 03/02/2020

 

A Sousa DG se associou na última semana ao E-24 Mobility Lab (https://www.electric24.com.br/mobility-lab), Instituto de Inovação de Startups ligadas à Mobilidade e energias limpas.

 

Segue a reportagem completa: https://www.baguete.com.br/noticias/03/02/2020/e-24-mobility-lab-busca-startups

 

 

 

 

 

Futuro da Mobilidade Elétrica, 01/02/2020

 

Fala-se em nova mobilidade de curto prazo baseada em veículos elétricos. Contudo, os carros elétricos em plataformas convencionais possuem 50% a mais de peso e pequena autonomia, além dos custos que chegam a ultrapassar R$100mil. Apesar dos pesados investimentos em baterias mais leves e baratas, o sucesso das ações são freados pelas leis da física e da química limitados pelas propriedades dos metais e fluídos químicos. Vejo boa oportunidade para veículos com biocombustíveis e mobilidade elétrica em veículos pequenos e de baixa velocidade, como tem acontecido fortemente na China, com veículos de baixo custo (ver video abaixo):

 

https://m.youtube.com/watch?v=kILXXaqspcI&feature=youtu.be

 

Já aqui no Brasil, temos nossos Elons Musks tupinikins e exemplos de como é o incentivo e apoio a eles, como neste caso de Lajeado onde o criador de veículo elétrico nacional pequeno foi autuado por ter estacionado transversalmente à calçada ocupando menor espaço nas ruas. É preciso rever a legislação e incentivar a produção brasileira!!

 

https://www.google.com/amp/s/gauchazh.clicrbs.com.br/geral/amp/2014/04/motorista-de-carro-eletrico-e-multado-por-estacionar-de-frente-em-vaga-paralela-4463207.html

 

 

 

 

 

 

Sobre a Composição de Usuários dos Aplicativos em Porto Alegre, 30/01/2020

 

Essa pesquisa de amostragem nacional que conclui que 60% dos usuários de aplicativos de transporte vieram do transporte público não condiz com o perfil de Porto Alegre. Em Porto Alegre esse percentual é bem menor. Observa-se que as maiores amostras da pesquisa vieram de cidades como Sao Paulo, Rio de Janeiro e Brasilia onde o transporte público é ruim, portanto muitos migraram para os aplicativos nestes locais. Em Porto Alegre a maior parte dos usuários vieram do automóvel. A conta não bateria, 60% da demanda de aplicativos em POA é muito maior do que a perda de passageiros do sistema no período de funcionamento dos aplicativos.

 

https://diariodotransporte.com.br/2020/01/30/mais-de-60-dos-usuarios-dos-aplicativos-vieram-do-transporte-publico-e-preco-esta-entre-os-principais-motivos-da-troca/